STF autoriza retomada dos processos sobre pejotização
Decisão permite que ações voltem a tramitar na Justiça do Trabalho enquanto Supremo ainda não define entendimento definitivo sobre o tema.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a retomada da tramitação dos processos que discutem a contratação de trabalhadores autônomos e pessoas jurídicas para prestação de serviços, prática conhecida como pejotização. A decisão foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes e permite que ações suspensas nas Varas e Tribunais Regionais do Trabalho voltem a tramitar, com produção de provas e julgamento dos casos concretos.
A medida flexibiliza parcialmente a suspensão nacional anteriormente determinada no âmbito do Tema 1.389 da Repercussão Geral, cujo julgamento definitivo ainda será realizado pelo STF. Ou seja, o Supremo ainda não decidiu se esse modelo de contratação é lícito ou ilícito em determinadas situações, mas autorizou que os processos continuem sendo analisados pelas instâncias inferiores até a definição da tese vinculante.
O Tema 1.389 trata de questões relevantes para empresas e trabalhadores, entre elas:
A competência da Justiça do Trabalho para julgar alegações de fraude em contratos civis e comerciais de prestação de serviços;
A licitude da contratação de trabalhadores autônomos e pessoas jurídicas;
A distribuição do ônus da prova quanto à eventual irregularidade dessas contratações.
Enquanto o julgamento definitivo não acontece, os processos voltarão a ser analisados normalmente pelas instâncias ordinárias da Justiça do Trabalho. Já as ações que se encontram no Tribunal Superior do Trabalho (TST), ou que chegarem a essa fase, permanecem suspensas até a decisão final do STF.
A decisão acende um alerta para empresas que utilizam contratos de prestação de serviços com pessoas jurídicas ou profissionais autônomos.
Segundo orientação, não basta que exista um contrato formal entre as partes. É fundamental que a documentação e a própria relação contratual demonstrem, de forma consistente, a efetiva autonomia do prestador de serviços. Quando a realidade da prestação indicar características de vínculo empregatício, o contrato, por si só, pode não ser suficiente para afastar riscos jurídicos.
Nesse cenário, a revisão periódica dos contratos, das rotinas operacionais e da documentação que comprova a autonomia dos prestadores torna-se uma medida importante para reduzir riscos trabalhistas.
A discussão sobre pejotização tem impacto direto sobre as empresas de tecnologia, especialmente diante dos diferentes modelos de contratação adotados pelo setor.
Por isso, o SEPROSC acompanha de forma permanente as discussões jurídicas e legislativas relacionadas ao tema, promovendo informação qualificada para que as empresas associadas possam tomar decisões com mais segurança e previsibilidade.
O sindicato reforça a importância de que as empresas acompanhem a evolução do julgamento do Tema 1.389 e contem com orientação jurídica especializada para garantir que seus modelos de contratação estejam alinhados à legislação vigente e às futuras definições.
Publicado em: 19/06/2026 17:00:00
Decisão permite que ações voltem a tramitar na Justiça do Trabalho enquanto Supremo ainda não define entendimento definitivo sobre o tema.
Empresas associadas ao SEPROSC possuem 10% de desconto na contratação da pesquisa salarial
Em entrevista, Andréas Hartmann fala sobre IA, transformação digital e o papel do SEPROSC na formação da nova geração de profissionais de TI
Entidade participa de mobilização nacional liderada pela FENAINFO
Um marco de diversidade e mercado: o lançamento oficial da 6ª edição com foco em carreiras multigeracionais, turmas femininas e acessibilidade
Iniciativa destacou criatividade, inovação e trabalho em equipe entre alunos do programa em Santa Catarina.
Evento em Blumenau reunirá alunos, empresas e autoridades para marcar o início da formação de novos talentos para o setor de tecnologia
Início das aulas do Jovem Programador 2026 em 23 cidades
As vagas seguem disponíveis até o dia 18 de janeiro de 2026.