Inteligência Artificial, formação de talentos e o futuro da tecnologia em Santa Catarina
Em entrevista, Andréas Hartmann fala sobre IA, transformação digital e o papel do SEPROSC na formação da nova geração de profissionais de TI
O SEPROSC passou a integrar a mobilização nacional liderada pela FENAINFO e formada por 19 entidades representativas da economia brasileira em torno do debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, tema que tramita atualmente no Congresso Nacional por meio da PEC nº 08/2025, apensada à PEC nº 221/2019.
A discussão envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho, como a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas sem redução proporcional da remuneração. Embora o objetivo de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores seja reconhecido pelas entidades como legítimo e socialmente relevante, o setor produtivo alerta para a necessidade de um debate técnico e aprofundado sobre os impactos econômicos dessas medidas.
Empresas de TI operam em um ambiente altamente competitivo, acelerado e dependente de profissionais qualificados. O setor já enfrenta desafios relacionados à escassez de mão de obra especializada, à retenção de talentos e à concorrência internacional por profissionais e investimentos.
Nesse contexto, alterações estruturais na jornada de trabalho podem gerar reflexos diretos na produtividade, na organização das equipes, na competitividade das empresas e na capacidade de crescimento do setor.
Além disso, o mercado de tecnologia possui características diferentes de outros segmentos da economia. Muitas empresas atuam com contratos contínuos, equipes multidisciplinares, suporte operacional, desenvolvimento de software e demandas que exigem alta capacidade técnica, flexibilidade e adaptação constante.
O manifesto destaca justamente que mudanças dessa magnitude precisam considerar as particularidades de cada setor econômico e preservar o espaço da negociação coletiva, permitindo que empresas e trabalhadores construam soluções compatíveis com suas realidades produtivas.
Outro ponto levantado pelas entidades é que a redução da jornada sem adequação proporcional dos custos pode aumentar significativamente o valor da hora trabalhada, impactando diretamente contratações, expansão das empresas e geração de empregos formais.
Em setores intensivos em conhecimento, como tecnologia da informação, isso pode acelerar ainda mais processos de automação, terceirização internacional e dificuldades na retenção de profissionais qualificados.
O documento também reforça que países que hoje operam com jornadas menores chegaram a esse estágio após décadas de crescimento consistente em produtividade, automação, inovação e qualificação profissional.
Para o SEPROSC, discutir o futuro das relações de trabalho é necessário. Porém, esse debate precisa acontecer com responsabilidade, equilíbrio e visão de longo prazo, considerando os impactos sobre competitividade, desenvolvimento econômico e sustentabilidade das empresas brasileiras de tecnologia.
Além da mobilização institucional e da assinatura do manifesto, a FENAINFO também vem atuando diretamente em Brasília para ampliar o debate técnico sobre o tema junto ao Congresso Nacional. Em missão na capital federal, o presidente da FENAINFO, Márcio Elias Gonçalves, participou de agendas voltadas à discussão dos impactos da redução da jornada de trabalho, da escala 6x1 e de pautas que podem afetar diretamente o setor de tecnologia. A atuação reforça o compromisso das entidades em contribuir de forma responsável para um debate equilibrado, baseado em dados, diálogo institucional e na realidade enfrentada pelas empresas brasileiras de TI.
Acompanhe o vídeo da FENAINFO sobre a missão Brasília: https://www.youtube.com/shorts/bb4j0vS-g20
Leia o Manifesto na Íntegra aqui.
Publicado em: 27/05/2026 08:25:01
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