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A inteligência artificial deixou de ser tendência e tornou-se realidade no dia a dia das empresas. No centro dessa transformação, a educação corporativa assume um papel ainda mais estratégico: como capacitar pessoas num cenário onde as tecnologias evoluem mais rápido que os currículos tradicionais?
Esse foi o tema central do Encontro GRT promovido pelo SEPROSC e Collabtech no dia 21 de outubro, com participação especial de Fernanda Kempner Moreira, doutora em Engenharia e Gestão do Conhecimento e Business Leader do SENAI/SC. A conversa trouxe provocações, reflexões e caminhos possíveis para empresas que desejam alinhar formação de pessoas, inovação e resultados reais.
A seguir, destacamos os principais insights debatidos no encontro:
Fernanda destacou que o avanço da inteligência artificial precisa ser visto como potencializador da aprendizagem, e não como substituto de pessoas. A IA pode ajudar a tornar os processos mais eficientes, gerar personalização no ensino corporativo e apoiar decisões estratégicas com base em dados.
A IA não vai tirar o lugar de ninguém, mas quem sabe usar IA pode sim ocupar melhores lugares. — Fernanda Kempner
Em um cenário onde a IA executa tarefas técnicas com agilidade, habilidades como colaboração, empatia, criatividade, pensamento crítico e capacidade de aprender continuamente se tornam ainda mais valorizadas. A educação corporativa precisa, portanto, fomentar um ambiente que desenvolva essas competências de forma transversal.
O conhecimento técnico tem prazo de validade cada vez menor. Por isso, formar profissionais com mentalidade de aprendizagem contínua é essencial. Segundo Fernanda, o papel das empresas é criar uma cultura onde errar seja permitido, onde exista espaço para experimentação, e onde o foco esteja no desenvolvimento de soluções, e não apenas no domínio de ferramentas.
Com o uso da IA, a capacitação dentro das empresas pode ser mais eficiente. É possível, por exemplo, criar trilhas de aprendizagem personalizadas de acordo com os interesses, dificuldades e ritmo de cada colaborador. Essa abordagem respeita a individualidade e gera maior engajamento nos treinamentos.
A IA também contribui com análises preditivas e monitoramento de desempenho em tempo real, permitindo que as lideranças identifiquem lacunas de conhecimento e intervenham de forma mais assertiva. “Não dá mais para pensar em educação como algo que acontece só no onboarding ou uma vez por ano. Educação deve ser viva, contínua e estratégica”, afirmou a palestrante.
Fernanda também chamou atenção para a importância de líderes participarem ativamente do processo educativo. Quando gestores demonstram abertura ao aprendizado, inclusive com uso de novas tecnologias, criam um ambiente seguro para que suas equipes façam o mesmo.
Mais do que criar programas de capacitação, o desafio das empresas hoje é integrar educação, tecnologia e cultura de forma intencional. Não basta implantar IA ou oferecer cursos online: é preciso garantir que isso esteja conectado aos objetivos da empresa e ao desenvolvimento das pessoas.
O encontro do GRT mostrou que o uso da inteligência artificial na educação corporativa é uma oportunidade valiosa de fortalecer o capital humano das empresas, melhorar a performance das equipes e gerar impacto nos resultados.
Para isso, é preciso sair do piloto automático, investir em cultura de aprendizagem e aproveitar o potencial das novas tecnologias com estratégia, sensibilidade e propósito.
Publicado em: 03/11/2025 09:57:03
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