Investimento em TI é crítico e não pode ser adiado

A máxima mercadológica de que existe oportunidade em cenários de crise parece nunca ter sido tão verdadeira para o mercado de tecnologia da informação brasileiro. Os números de pesquisas desenvolvidas recentemente por instituições de grande representatividade comprovam que espírito comercial dos CIOs e CTOs não esmoreceu com o cenário da crise econômica e política no Brasil: mesmo com a recessão enfrentada pelo país em 2016, os gastos e investimentos em tecnologia das empresas se mantiveram estáveis como proporção da receita, em 7,6%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Este movimento interno no Brasil faz com que o país ainda desponte entre os 10 do mundo que mais investem em TI: de acordo com o estudo “Mercado Brasileiro de Softwares e Serviços” da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), em parceria com o IDC, o Brasil manteve-se na liderança de investimentos entre os países da América Latina – e ainda aponta uma previsão de que sua participação aumente em quase 7% para o ano de 2017. Isso mostra que, embora os investimentos tenham sido diminuídos no último ano, o Brasil ainda ocupa uma posição de extrema relevância para o mercado internacional de investimentos em tecnologia, estando no patamar de países como EUA e França.

A este coro de dados positivos se junta o NXTP.Labs, um dos principais fundos de investimentos em tecnologia da América Latina, com mais de 300 empresas ao redor do mundo, que divulgou pesquisa destacando que existem 5 mil empresas relevantes de tecnologia na América Latina, das quais, 125 concentram cerca de US$ 37 bilhões de faturamento. O Brasil lidera o ranking com 48% das empresas, seguido por Argentina (18%) e México (14%).

A que se devem estatísticas que mostram a continuidade dos investimentos no âmbito da tecnologia da informação no Brasil? Primeiramente, os players do mercado sabem que nada dura para sempre e que crises podem criar janelas únicas de oportunidade e que os problemas e desafios de agora, embora pareçam complexos podem, mais tarde, parecerem triviais.

Em segundo lugar, hoje mais do que nunca, é universalmente sabido que a estratégia usada por uma empresa no que tange investimentos e gerenciamento de seu ferramental tecnológico influi enormemente no sucesso ou fracasso que seus negócios terão no futuro. Neste cenário, as empresas compreendem que reside na tecnologia uma das poucas alternativas para que uma companhia, de forma econômica e mensurável, possa endereçar questões como aumento de sua produtividade e redução de custos. As empresas, dos mais diferentes tamanhos a área de atuação, já perceberam - algumas da pior maneira - que uma abordagem reativa aos investimentos em tecnologia, ou seja, quando investimentos só são realizados quando já estão sob forte demanda por defasagem, ou quando são realizados com a mentalidade de gastar o menos possível, invariavelmente resultam em desastres que muitas vezes são de difícil recuperação. Este modelo, que não muitos anos atrás ainda era bastante recorrente, hoje se encontra praticamente em extinção. Empresários, CEOs e investidores já compreendem a criticidade que o departamento de TI representa para os negócios de uma companhia.

Após uma fase onde muitas empresas sofreram com perdas de grandes somas de dinheiro em negócios ou até mesmo foram postas para fora do mercado por terem focado seus investimentos em TI unicamente com o objetivo de sobreviver, perceberam que não poderiam competir com players (estes as vezes de menor tamanho e com menos tempo de mercado) que viram na tecnologia uma forma de aumentar grandemente sua produtividade geral e, por consequência, sua competitividade.

Como especialista de mercado de uma das principais empresas globais de consultoria e tecnologia presente no Brasil há mais de 20 anos, percebo que os números das pesquisas divulgadas corroboram hoje a ideia que empresas fornecedoras de soluções tecnológicas vêm pregando há mais de uma década: de que a tecnologia deve ajudar a conduzir negócios e que investimentos no setor proporcionam uma vantagem competitiva no mercado. Investir em uma equipe de especialistas que operam com ferramentas adequadas ao seu negócio é investir em sua infraestrutura de TI de forma consciente, da forma como ela foi concebida para existir: otimizando a produtividade e a rentabilidade de sua empresa.

 

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INDRA NO BRASIL

Presente no Brasil desde 1996, a Indra é uma das principais companhias de tecnologia, consultoria e outsourcing do país. Conta com escritórios distribuídos nos principais estados brasileiros, quatro softwares Centros de Produção e uma oferta diferenciada de soluções e serviços de alto valor agregado que atendem as necessidades dos mais diversos setores da economia.

SOBRE A INDRA

A Indra é uma das principais companhias globais de consultoria e tecnologia, empresa líder em Tecnologia da Informação na Espanha e o parceiro tecnológico para as operações-chave dos negócios de seus clientes em todo o mundo. Dispõe de uma oferta integral de soluções próprias e serviços avançados e de alto valor agregado em tecnologia, que combina uma cultura única de confiabilidade, flexibilidade e adaptação às necessidades de seus clientes. A Indra é líder mundial no desenvolvimento de soluções tecnológicas integrais em áreas como Defesa e Segurança; Transporte e Tráfego; Energia e Indústria; Telecomunicações e Mídia; Serviços Financeiros; e Administração Pública e Saúde. Por meio da sua unidade Minsait, a Indra responde aos desafios que supõe a transformação digital. No exercício de 2016, teve receitas de 2.709 milhões de euros, 34.000 funcionários, presença local em 46 países e operações comerciais em mais de 140. Após a aquisição da Tecnocom, a Indra somou receitas conjuntas de mais de 3.200 milhões de euros em 2016 e uma equipe de cerca de 40.000 profissionais.

Publicado em: 05/10/2017 19:15:38

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