Setor de TIC estuda pedir isenção do Sistema S caso sua própria entidade seja vetada pelo Congresso

Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação (Contic), poderá propor que as empresas de tecnologia da informação e comunicação sejam isentas de contribuir com o Sistema S.

A posição é apoiada pelo SEPROSC, que integra a Fenainfo, uma das federações que integram a Contic.

A informação partiu do empresário Edgar Serrano, que é presidente da Contic e também da Fenainfo.

As empresas representadas pelas federações que compõem a Contic repassam anualmente cerca de R$ 1 bilhão para o Sistema S, que que envolve SebraeSenaiSesiSestSenar, entre outras entidades de formação profissional.

 

SETOR DE TIC DESASSISTIDO

As entidades que representam as empresas de tecnologia vêm reclamando há anos que o Sistema S não investe adequadamente na formação de profissionais de sua área, gerando um descompasso entre as exigências do mercado e o conteúdo oferecido nos cursos de aprendizagem tradicionais.

Edgar Serrano aponta um quadro de defasagem e descontentamento entre os empresários de TIC:

“As entidades do Sistema S se preocupam muito com a atividade meio, gerindo estruturas onerosas, como foco em atividades tradicionais da indústria, comércio e serviços”.

“O setor de TIC necessita de um volume de profissionais cada vez maior, com formação técnica avançada em sintonia com a revolução tecnológica e digital”.

“Isso não nos é proporcionado pelo Sistema S, apesar dos inúmeros apelos realizados há pelo menos 15 anos”.

 

TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS

A Contic apresentou no Congresso uma proposta que cria o Setic, entidade voltada exclusivamente para treinamento e desenvolvimento social de trabalhadores da área de TIC.

Pela proposta o Setic passaria a receber as contribuições das empresa de tecnologia, que hoje somam R$ 1 bilhão por ano e são repassadas ao Sistema S.

O projeto vem enfrentando forte resistência de entidades como CNI e CNC, que não querem abrir mão da arrecadação.

 

VIA JUDICIAL OU LEGAL

Composta pelas federações FebratelFenainfo e Feninfra, a Contic estuda a possibilidade de suspender a contribuição das empresas de suas áreas caso a criação do Setic não seja aprovado no Congresso.

“Do jeito que está não é possível continuar”, protesta Serrano.

“Podemos ver com o departamento jurídico se isso pode ser feito por meio de um outro projeto ou pela via judicial”.

“Não vamos perder nada, porque nada desses recursos pagos pelas empresa de TICs vem para o setor. O que não é justo é recolherem de um para dar para outro”.

“As empresas de TIC contribuem com R$ 1 bilhão por ano e os trabalhadores do setor seguem abandonados, sem programas específicos de treinamento, formação, qualificação e  reciclagem”.

Serrano enfatiza que o Setic será criado com ênfase e foco nos serviços de qualificação com estrutura e gestão enxutas e funcionais:

“Acabou o tempo de construir catedrais em vez aumentar a capacitação para a economia do século  21. Não vamos investir em tijolos e castelos envidraçados, mas em formação tecnológica, aproveitando os espaços que já existem e fazendo cursos a distância”.

Publicado em: 04/07/2019 16:28:35

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