Competitividade em TI: por que o Brasil não decola?

O Brasil caiu uma posição e ficou no 57º lugar entre 61 países na última edição do ranking de competitividade da escola de negócios suíça IMD, divulgado no final de maio. É a pior posição desde que o ranking começou a ser publicado em 1989. A perda acumulada é de 19 posições desde 2010, quando o Brasil teve seu melhor resultado: 38º.

No levantamento, o Brasil está na frente apenas de 4 países: Croácia, Ucrânia, Mongólia e Venezuela. Até a Argentina nos superou e ficou em 55º. “Esse ano pode ter tido a influência de vários fatores, mas o cenário é de declínio constante”, pontuou José Caballero, pesquisador-sênior do Centro de Competitividade Mundial do IMD. O estudo considerou 340 critérios em 4 pilares: performance econômica, eficiência do governo, eficiência dos negócios e infraestrutura.

Um terço da pontuação vem de uma pesquisa de percepção de executivos, realizada no Brasil pela Fundação Dom Cabral entre janeiro e abril com mais de 200 respondentes. Segundo o levantamento, a má posição do país reflete ao mesmo tempo pioras objetivas pontuais, a perda de espaço relativo na corrida com outros países e também um período interno longo de incerteza e falta de confiança.

“O ano passado foi a primeira vez que o Brasil recuou de nota em relação a si mesmo, e os outros países não estão parados nos esperando”, diz Carlos Arruda, professor da FDC e coordenador do estudo no Brasil.

Para se ter uma ideia, o Brasil ficou em último no pilar “Eficiência do Governo”, com a penúltima posição em critérios como custo de capital, transparência, burocracia, barreiras tarifárias, déficit do governo, regulações de trabalho, finanças públicas e spread de juros. O cenário de crise ética e institucional pelos olhos do empresariado pode ser vislumbrado claramente: também somos penúltimo lugar mundial em percepção de “transparência” e “propina e corrupção”.

Também houve piora sensível no item “risco de instabilidade política” (a pesquisa foi feita durante o desenrolar do impeachment) ao mesmo tempo em que melhorou a percepção de “Justiça”. De acordo com Arruda, isso é fruto de “Operação Lava Jato direto e da percepção nas empresas de que o Judiciário está operando de forma mais independente e eficiente”.

Eficiência dos Negócios

No levantamento, o Brasil chegou a 27ª posição no pilar de Eficiência de Negócios em 2012, mas foi caindo até chegar ao 51º lugar em 2015, onde continuou em 2016. Isso é reflexo de notas baixas em itens que medem produtividade, práticas corporativas e habilidades da força de trabalho. “Para competir em uma economia baseada em conhecimento, você precisa ter esse tipo de fundamento, e o que mais me preocupa no Brasil é a capacidade de inovar. As empresas precisam ser flexíveis e ter estratégias que possam mudar dependendo do momento, além de trabalhadores com habilidades particulares”, diz Caballero.

O crescimento real da produtividade brasileira caiu 12 posições em um ano, de 48º para 60º. A produtividade das companhias e dos trabalhadores continuou na mesma posição: 60ª e 58ª, respectivamente. A questão da competitividade será tema de painel no Rio Info 2016.

Na pauta, entre outras questões, como tornar as empresas nacionais mais competitivas, a competitividade brasileira frente a outros países, os pontos fortes da nossa indústria e as oportunidades de negócios no longo prazo.

Participarão do encontro vários especialistas da Softex, entre eles, Carlos Alberto Leitão, diretor de Relações Institucionais; Guilherme Amorim, gestor da área Internacional; Nelson Franco, gerente da Área Qualidade; Reinaldo Marques, coordenador de Investimentos; Virgínia Duarte, gerente da Área Inteligência; e Vitor Andrade, gestor do Programa Start-Up Brasil.

“Por sua tradição, a Rio Info tem se consolidado com um dos principais espaços para o debate de todas as questões relevantes ligadas à indústria de TI nacional e é o palco ideal para uma análise dos desafios e das melhores fórmulas para superá-los”, comenta Carlos Alberto Leitão.

Segundo o diretor de Relações Internacionais da Softex, o painel abordará como cada uma das diferentes áreas da entidade pode contribuir para aprimorar a competitividade da TI brasileira a partir da apresentação de exemplos de sucesso, da análise dos diversos cenários e da prospecção de novas tendências.

“Em um momento de retração econômica como o atual é fundamental que as empresas se relacionem entre si, bem como com as entidades setoriais, de modo a identificar caminhos mais rápidos e mais eficazes que as permitam superar os atuais problemas conjunturais”. Para informações detalhadas sobre a programação do Rio Info 2016 e inscrições visite www.rioinfo.com.br

Fonte: Fenainfo

Publicado em: 06/09/2016 09:00:06

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